O Ministério da Saúde está avaliando a possibilidade de oferecer gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), os medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. A medida, no entanto, ainda depende da conclusão de estudos clínicos e da criação de um protocolo de atendimento oficial.
De acordo com o governo federal, a distribuição gratuita não terá objetivos estéticos. O foco será o tratamento de saúde de grupos específicos de pacientes. Entre os beneficiados estudados estão pessoas na fila de espera para a cirurgia bariátrica, pacientes com obesidade associada a problemas cardíacos e mulheres que venceram o câncer de mama — neste último caso, para avaliar se o remédio ajuda a evitar o retorno da doença.
Atualmente, um projeto-piloto autorizado pela Anvisa acompanha 250 pacientes com obesidade grave no Rio Grande do Sul, em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Os primeiros resultados são animadores: o primeiro paciente participante já perdeu seis quilos e conseguiu adotar hábitos mais saudáveis, como a prática regular de atividades físicas.
Queda nos preços e novos registros na Anvisa
A iniciativa faz parte de uma articulação do Ministério da Saúde com a Anvisa, iniciada após recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa parceria facilitou o registro de novos medicamentos no país, aumentando a concorrência no mercado farmacêutico.
Hoje, o Brasil já conta com 14 produtos registrados para o tratamento da obesidade. Com o aumento da oferta, o preço médio dessas canetas nas farmácias caiu significativamente, passando de até R$ 2 mil para uma faixa entre R$ 300 e R$ 400.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que o uso do medicamento pelo SUS será sempre acompanhado por orientações de estilo de vida. A estratégia nacional de combate à obesidade combina o acesso farmacológico ao estímulo de uma alimentação saudável e à prática de exercícios físicos.
O protocolo que vai definir as regras e quem terá direito a receber o tratamento de graça nas unidades de saúde de todo o país ainda está em fase de elaboração.
Fonte: Agência Brasil.