Como proteger os joelhos e evitar cirurgias após os 50

Pessoa madura de tênis fazendo alongamento de perna ao ar livre em um parque.

O envelhecimento traz desafios para a mobilidade, e os joelhos costumam ser os primeiros a dar sinais de desgaste. Estimativas globais apontam que a busca por próteses de joelho deve disparar 673% na próxima década, com maior concentração de cirurgias entre pessoas de 50 a 65 anos. O desgaste da cartilagem e as lesões nos meniscos, que culminam na artrose, são as principais queixas nessa fase da vida.

Para entender como frear esse avanço, o ortopedista Marco Demange, professor da Faculdade de Medicina da USP, destaca que pequenas mudanças na rotina e a prática correta de atividades físicas são fundamentais para preservar a articulação.

Exercícios recomendados e cuidados essenciais

Para proteger a estrutura articular, a regra de ouro é evitar a sobrecarga. Isso envolve o controle do peso corporal e a fuga de atividades de alto impacto ou que ofereçam risco de quedas e entorses, como futebol, vôlei e beach tennis. O fortalecimento muscular da coxa, do quadril e do abdômen é o principal escudo protetor do joelho.

Quem já passou dos 50 anos deve priorizar a musculação (exercícios resistidos) e atividades aeróbicas de baixo impacto. Ótimas opções incluem caminhadas leves, natação, ciclismo e o uso de aparelhos elípticos. Movimentos que envolvem saltos repetitivos devem ser evitados.

Quando a artrose avança a ponto de causar dor constante, desvio no formato da perna ou falhas ao caminhar, os tratamentos conservadores perdem a eficácia. Nesses casos graves, a colocação de uma prótese de joelho é a intervenção mais indicada. Atualmente, existem modelos customizados, feitos sob medida para a anatomia de cada paciente, o que proporciona uma recuperação mais natural e maior liberdade de movimentos, embora tenham um custo mais elevado.

Independentemente do tipo de implante, a reabilitação com exercícios físicos após a cirurgia é obrigatória para recuperar a força muscular perdida. No campo das inovações, terapias com células-tronco estão em estudo e prometem ajudar no controle da dor e na redução do ritmo de evolução do desgaste nos próximos anos.

Fonte: G1.

Matéria original na Agência Brasil

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