Mercado ignora poder de compra de quem tem mais de 50 anos

Você já sentiu que as propagandas na televisão ou na internet parecem não falar com você? Não é impressão sua. O mercado publicitário e o varejo continuam focando a maior parte de seus esforços nos jovens, mesmo que a população madura tenha muito mais dinheiro no bolso para gastar.

De acordo com dados da consultoria Nielsen, apenas 10% do orçamento de marketing é direcionado para pessoas com mais de 55 anos. No entanto, esse grupo é responsável por movimentar 40% do consumo total. Enquanto isso, a geração com menos de 35 anos, que atrai 38% dos investimentos das marcas, representa somente 18% das compras reais.

O especialista Jeff Weiss, fundador da consultoria Age of Majority, aponta que cerca de 26% das empresas de comércio simplesmente ignoram os consumidores acima de 35 anos. Com essa postura, o mercado deixa de acessar uma fatia financeira estimada em 2,9 trilhões de dólares (cerca de 14,5 trilhões de reais). O especialista atribui esse distanciamento ao etarismo e à falta de vivência de equipes de marketing muito jovens.

Como se dividem os consumidores maduros?

Para ajudar as empresas a entenderem melhor essa parcela da população, Weiss dividiu o público sênior em 11 perfis diferentes, baseados em comportamento, saúde e estilo de vida:

Focados na aptidão física: Buscam o bem-estar por meio de esportes e exercícios, sem aceitar limitações pela idade.

Em processo de adaptação: Entendem a necessidade de ajustar a rotina para envelhecer com saúde, mas ainda estão iniciando essas mudanças.

Desafiando o tempo: Mantêm um ritmo acelerado, buscam novas experiências e investem pesado na forma física.

Os exploradores: Curiosos e abertos a novidades, costumam ser os primeiros a testar novos produtos e serviços.

Os perfeccionistas: Exigem excelência em tudo o que fazem e procuram ferramentas que facilitem esse desempenho.

Os pouco ambiciosos: Vivem o presente e cuidam de si sem pressões ou cobranças excessivas sobre a saúde.

Batalhando pela saúde: Enfrentam condições crônicas e procuram marcas que facilitem seu dia a dia e tragam bem-estar.

Apreciadores da vida: Valorizam momentos simples e prazerosos, como encontros sociais, jantares e passeios culturais.

Os aprendizes: Buscam conhecimento constante, independência e autonomia para solucionar problemas cotidianos.

Os fazedores: Sempre envolvidos em projetos e novos negócios, têm dificuldade em ficar parados.

Guardiões de relacionamentos: Focados no bem-estar de amigos e familiares, priorizam serviços que ajudem a cuidar de quem amam.

Fonte: G1.

Matéria original na Agência Brasil

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